“IN” Existência
Ontem
Eu não estive aqui,
E, não estou aqui, agora,
Apenas vejo-me
Como em dias de outrora.
Vejo-me em meu passado,
Perdido
Quando a minha ausência
Fez-se presente ontem mesmo,
Não houve perfeição em minha existência.
Mas se não existi,
Como pude, em outrora,
Estar aqui?
Estava eu mergulhado
Em meu profundo esquecimento?
Não! Não fui tão real,
Pois, que não passei com o tempo.
... E o tempo
Não me foi presente,
Mas se não,
Como pude passar
De outrora para hoje?
Não! Na verdade
Não houve outrora
Na verdade não há hoje...
Apenas o agora.
Que não sou
Não estou, e, não passo,
Quem, ontem me viu...
... Hoje não vê...
Não ocupo o mesmo espaço.
Talvez compusesse o tempo,
... Fosse o próprio tempo,
Mas se o fui, como pude
Mergulhar em meu profundo esquecimento?
Eu não existi
E não estive aqui,
Em qualquer que fosse o lugar
Fui... Apenas por um momento.
Na verdade eu não tenho consciência,
E, eu nem sou verdade,
Vejo-me e estou, somente
Não faço realidade.
Porque...
... Sou uma minúscula partícula
Da minha existência,
Sem dimensão, sem traço,
Talvez, apenas essência...
Do espaço
Que parte
Eu não faço.
Energia talvez,
Ou talvez
Emergido do tempo, do ontem,
Perdido, do hoje esquecido...
Amanhã,
Já não estarei,
E, não serei,
Porque não surgi.
Mas se não,
Como pude ser em outrora?
Não! Talvez nunca tenha surgido
Num tempo que nunca existiu
Senão em pensamento,
Esse espaço por mim ocupado,
Foi questão de momento.
Sem tempo
De idade,
Sem nascimento
E sem origem,
Sem morte
E sem fim,
Apenas com vida
Que não me pertence,
(porque não existo)
Já que finalmente,
Não estou aqui...
... Agora.
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